terça-feira, 30 de junho de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
A LIBERDADE DE PODER PENSAR
“Dois peixinhos estão nadando juntos e cruzam com um peixe mais velho nadando em sentido contrário. Ele os cumprimenta e diz:- Bom dia, meninos. Como está a água.
Os dois peixinhos nadam mais um pouco, até que um deles olha para o outro e pergunta.
- Água? Que diabos é isso”.
Esse diálogo entre peixes está na abertura de um discurso que o escritor americano David Foster Wallace (morto em 2008) fez como paraninfo de uma turma de formandos do Kenyon College. Justificou que não estava exercendo a função do peixe velho dando lição de moral a vários peixinhos, mas apenas exemplificando, através dessa historinha, o ponto central de seu discurso: muitas vezes a realidade mais óbvia, ubíqua e vital tende a ser a mais difícil de ser reconhecida.
Pois é exatamente nesse desconhecimento das obviedades vitais que nos cercam que reside a justificativa do governo para a implantação do novo sistema de ingresso ao ensino superior, em substituição ao vestibular tradicional. E ainda que se possa questionar a inegável intenção política do uso de um renovado Enem, bem mais importante que perceber essa obviedade fisiológica de homens que circunstancialmente exercem o poder, é reconhecer uma proposta de prova que permita ao aluno a liberdade de pensar, desviando-se da verticalidade que o obriga a memorizar fórmulas e conceitos, geralmente utilizados mecanicamente, num processo de robotização que faz desse aluno um ótimo respondedor; mas um péssimo questionador.
Para não fugir do lugar comum, é óbvio que essa repaginação não é somente da prova, mas de todo o processo que antecede a ela. Naturalmente, quando se pretende modificar um processo infértil de memorização, pela utilização de questões que cobrem do aluno a capacidade de entender e aplicar conceitos, dando-lhe autonomia para pensar, está-se também pressupondo que a orientação esteja norteada pelo mesmo principio dinâmico. Ter-se-á, assim, uma reformulação do processo de ensino, em que o X da questão moderniza-se semanticamente e, certamente, quem desconsiderar ou negligenciar essa inevitável e necessária mudança, será engolido por ela.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
LUCÍOLA, de José de Alencar
Lucíola é o primeiro dos três romances de perfis femininos (Lucíola, Diva e Senhora) de José de Alencar. Publicado em 1862, é um romance de 1ª pessoa. O narrador é o pernambucano Paulo Silva, de 25 anos, que em cartas dirigidas a uma senhora, G.M. (pseudônimo de Alencar), fala de seu relacionamento com a jovem Lucíola, ocorrido em 1855. Nas cartas revela que no dia de sua chegada ao Rio, conhece uma linda jovem, de expressão cândida e pura, que descobre dias depois, através de um amigo, tratar-se de Lúcia, a mais bela e disputada prostituta da cidade. Movido pelo desejo de possuir aquela linda mulher, consegue um encontro com a cortesã, iniciando-se aí uma história de amor marcada pela ambigüidade da heroína, vista como fria, avarenta e mesquinha pelos amigos de Paulo. Para ele, no entanto, ainda que influenciado pelas próprias atitudes de Lúcia, ela parece ser exatamente o contrário de tudo isso. O aprofundamento da relação leva o narrador a morar com a amante, que gradativamente vai deixando de ser voluptuosa na cama, num comportamento cada vez mais sublimado, que confunde e ,às vezes, exaspera Paulo. Já doente, certo dia Lúcia revela todo seu passado a Paulo. Chamava-se Maria da Glória, era uma alegre menina de 14 anos, que teve a vida transformada por uma tragédia. Para salvar o pai e os irmãos da terrível febre amarela, entregou sua inocência a um vizinho rico, o Sr Couto. Quando o pai descobriu a origem do dinheiro, expulsou-a de casa, e sem ter para onde ir foi acolhida por uma mulher, Jesuína, que duas semanas mais tarde a colocou na prostituição. Morava com uma colega, Lúcia, que logo depois morre de tísica. Maria da Glória, fez constar no registro de óbito de Lúcia o seu nome e assumiu a identidade da amiga morta, morrendo assim para o mundo e para a família. Compreendendo cada vez mais as atitudes contraditórias da amada, Paulo passa a sentir por Lúcia um amor ainda mais terno e sincero. Assim, num período de relativa tranquilidade, o casal se muda para uma casa modesta, em companhia de Ana, irmã mais nova de Lúcia. Pressentindo a morte e já grávida de Paulo, Lúcia faz um aborto e se recusa a tomar um medicamento para expelir o feto morto, dizendo: - "Sua mãe lhe servirá de túmulo". Ainda tenta convencer o amado a se casar com sua irmã, Ana, mas Paulo rejeita essa ideia e promete que vai cuidar dela como se fosse sua filha. Logo depois, Lúcia morre nos braços de seu amado. Assim, fiel à estrutura do romance romântico, temos mais uma história que se encerra com um amor redentor. E ainda que não seja o clássico happy end, com o tradicional beijo entre os protagonistas, pois afinal o impasse amoroso de cunho moral impede que uma prostituta possa fazer parte de uma relação familiar burguesa, a vitória do amor se justifica pela transformação, pela purificação da prostituta Lúcia, que ao abandonar a relação carnal, reencontrará no amor espiritual a adolescente pura e ingênua que fora uma dia. terça-feira, 14 de abril de 2009
ORGANIZAÇÃO DE "OS LUSÍADAS"
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
AS DOZE LEITURAS OBRIGATÓRIAS - UFSM/2009
01. SERMÕES DO PADRE ANTÔNIO VIEIRA – BARROCO SÉC XVII
- Caráter retórico e barroco (XVII), moral religioso e social
- Sermão de Santo Antônio aos Peixes: alegoria; crítica aos vícios e vaidades, aos colonos maranhenses.
- Sermão da Sexagésima: Defesa da palavra de Deus; metalinguagem. Sermão sobre o sermão: critica ao estilo
cultista em prol do conceptismo (valorização do conteúdo); contradição formal.
Romantismo (1ª metade do século XIX)
02. POEMAS DO ROMANTISMO – SEGUNDO IMPÉRIO
1ª Fase: indianista e nacionalista – Gonçalves Dias e G. de Magalhães (valorização da pátria, da natureza),
idealização da mulher.
2ª Fase: ultra-romântica/mal-do-século - Alvares de Azevedo (negativismo, melancolia, tédio, morte, mulher tripartida); Casimiro (nostalgia): Fagundes Varela (transição, elegia)
de Abreu (ideal da infância) Fagundes Varela (poeta de transição para a 3ª fase.)
3ª Fase: condoreira – Castro Alves (antimonárquico e antiecravagista) Poesia social, abolicionista, erotismo.
03. LIBERTINAGEM E ESTRELA DA MANHÃ – MANUEL BANDEIRA – MOD 22
- Liberdade formal (versos livres) e de conteúdo.
- Coloquialismo, fusão de poesia e prosa (diálogos), humor (negro), lirismo.
- Cotidiano e temática do “eu” (autobiografia e melancolia).
04. ANTOLOGIA POÉTICA, de VINÍCIUS DE MORAES – MOD 30
Obra dividida em duas fases.
1ª fase – estilo neo-simbolista, conotações espirituais, conflito entre corpo e alma, versos longos;
2ª fase – voltado para a realidade, amor em múltiplas manifestações (com a fusão do corpo e alma,
sensualidade, destruição dos complexos de culpa e do mito do amor eterno), valorização da mulher,
cotidiano e denúncia social (II guerra mundial, desequilíbrio e injustiça social);
Regerenação do soneto (versos decassílabos e alexandrinos), caráter recitativo e coloquialismo,
musicalidade grande compositor da MPB – Bossa Nova.
05. OS MELHORES POEMAS, de MURILO MENDES – MOD 30
- Poesia com apelo à musicalidade e visualidade (imagens barrocas e surreais, com a conciliação de opostos
real e transcendente, material e espiritual.
- Influencia inicial dos modernistas de 1922, poema-piada e paródia.
- Mesmo marcada pela espiritualidade simbologia-cristã, sob uma ótica social denúncia as mazelas do mundo;
a guerra, a desumanização, o conflito do ser, a morte, apontando como caminho a luz e o amor.
06. CONTOS DE MACHADO DE ASSIS - REALISMO06
- Crítica às aparências da burguesia, materialismo, egoísmo, hipocrisia, pessimismo, ironia.
- Analise psicológica, ambigüidade feminina, relativismo e ceticismo.
- Comentário sobre um dos seis contos - O Alienista.
Narrador em 3ª pessoa onisciente e voz das crônicas de Itaguaí carnavalização e paródia da ciência;
conflito entre a razão e a loucura (Dr. Simão Bacamarte);
Personagens caricaturizados (dono da verdade, bajulador, vaidoso, corrupto, modesto, etc.)
07. LAÇOS DE FAMÍLIA, de CLARICE LISPECTOR – CONT
- Narrativas urbanas, intimistas (existencialismo) e epifânicas.
- Temática “estar no mundo” e sua problemática, solidão, loucura, desestrutura do ser e da família
- linguagem das “entrelinhas”, monólogo interior.
- fluxo da consciência, choque de identidade EU X NÃO-EU
08. PRIMEIRAS ESTÓRIAS, de JOÃO GUIMARÃES ROSA – CONT
- 21 contos: regionalismo universal, fantástico, existencialista (vida, loucura, alegria, transitoriedade).
- Personagens são seres de exceção: crianças, velhos, jagunços, marginais, paranormais, inadaptados à realidade.
- Linguagem funde o culto com o popular, sintaxe própria, oralidade, neologismo, metalinguagem.
09. FELIZ ANO NOVO, de RUBEM FONSECA - CONT
-15 contos ultra-realistas que tematizam a violência urbana, o caos social, a corrupção, a impunidade, a tragicidade, e crueldade.
- Linguagem referencial, direta (realismo objetivo) impessoalidade.
- Desequilíbrio social (executivos/industriais, versus marginais/assassinos e assaltantes.
- violência como catarse.
10. VOO DA MADRUGADA, de SÉRGIO SANT’ANNA - CONT
1ª Parte: 12 contos de caráter intimista e metalingüístico. Numa atmosfera sombria, escura, há a reflexão sobre a existência, a morte (confortadora) e sobre a escrita.
2ª Parte: o Gorila – novela dividida em três partes, sobre um solitário aposentado, divorciado, Afrânio Torres Gonzaga, 54 anos, que mantinha relações telefônicas com diversas mulheres e acaba se suicidando.
3ª Parte: 3 contos-ensaios, sobre o olhar, a reflexão e analise de uma tela (a mulher nua); de um fato do Rio antigo (A figurante); de pinturas (completando as meninas de balthus).
11. OS TAMBORES SILENCIOSOS, de JOSUÉ GUIMARAES - CONT
- Narrativa político-social, na linha do realismo-fantástico, que denuncia caricaturescamente o sistema
autoritário e ditatorial com suas malesas, repressão, censura e tortura (Alegoria política)
- Na fictícia cidade gaúcha, Lagoa Branca, na semana da Pátria, em 1936, desenrola-se a historia sob a ótica do narrador 3ª pessoa onisciente e sob a visão (binóculos) de 7 solteironas (irmãs Pilar, todas com o prenome de Maria), que bisbilhotam a vida alheia.
- Mária da Glória, cega, confecciona pássaros de papel.
- Há ainda o prefeito (Cel. João Cândido), Cap. Ernesto Salgado (sua esposa, D. Isabel, traía-o com o Sargento Deoclécio), o vereador Paulino Paim (mata a esposa, D. Flor, que o traia com o Jovem líder integralista, Rubem Muller).
- Fantástico: os pássaros negros fabricados por Maria da Gloria (cega), os tambores sem som na hora do desfile.
12. RELATO DE UM CERTO ORIENTE, de MILTON HATOUM - CONT
- Relato intimista, polifônico e intertextual da protagonista-narradora (sem nome) ao irmão que vive na Espanha, sobre sua busca inútil da identidade em Manaus.
- Personagens Inadaptados à realidade (loucura, suicídio, fugas, preconceito social (machismo), mortes e traumas.
- Clima de opressão e perdição em meio ao espaço geográfico de contornos variados (rio e floresta)
- Samara Délia, Soraia Ângela, Anastácia Socorro, Hindie Conceição, Hakim, Dorner
01. PADRE ANTONIO VEIRA1- Sermões, ÔNIO VIEIRA.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
CONCERTO CAMPESTRE, de Luís Antônio de Assis Brasil
A história de Concerto Campestre, de Luís Antônio de Assis Brasil acontece numa fazenda do interior gaúcho, em meados do século XIX. O fazendeiro e charqueador é o Major Antônio Eleutério de Fontes, pai de dois filhos e uma menina, Clara Vitória. Ele é visto pelos vizinhos como um homem extravagante, pois mantém em sua propriedade rural uma pequena orquestra, fruto de sua paixão pela música, despertada pelos instrumentos de dois índios que passaram por suas terras. Rico, em função do contrabando de gado, o major contrata um regente mineiro – o Maestro – por indicação do vigário de São Vicente, que queria livrar o maestro de problemas amorosos. Com o nome de Lira Santa Cecília, para indignação da esposa, Dona Brígida, a orquestra vai ficando famosa, e além dos concertos na fazenda, também passa a se apresentar em Rio Pardo. Isso faz com que o major aumente o salário dos músicos e compre uniformes novos. Mas essas amenidades darão lugar a uma história proibida de amor. Clara Vitória, noiva e de casamento marcado com Silvestre Pimentel, herdeiro de um fazendeiro vizinho, apaixona-se pelo Maestro, passando as noites no alojamento dele e só voltando para seu quarto ao amanhecer. Rossini, um velho músico e o segundo elemento em importância da orquestra, fica sabendo do e, amante de óperas, prevê um final operístico para a história. Logo depois, Clara se descobre grávida e depois de conseguir esconder esse fato por algum tempo, acaba passando mal numa audição da orquestra. Pressionada pelo vigário, que desconfia de algo, ela confessa a gravidez. Imaginando que o responsável é o noivo, o chama para antecipar o casamento. O noivo topa, mas o major não. Vai à casa de Silvestre e atira, pensando que matou o sujeito, que na verdade apenas ficara ferido. D. Brígida dá uma surra em Clara e é contida pelas criadas. O major resolve expulsar Clara de casa, obrigando-a a viver no boqueirão – uma tapera em um local ermo, com poderes místicos e de difícil acesso, onde ninguém costuma pisar. Proíbe qualquer pessoa, com exceção do capataz, de aproximar-se do local e não permite mais a citação do nome de Clara na residência. Tudo se transforma na fazenda. O major desativa a orquestra e o Maestro, sem poder ver Clara, vai com Rossini para Porto Alegre. O velho músico faz outra previsão: 'Ainda não ocorreu o último ato desta ópera. E eu não quero perder'. Enquanto D. Brígida não sabia o que fazer da vida, o major definhava, já perdendo a razão. E Clara solitária e exilada na tapera abandonada é ajudada por uma criada a ter seu bebê, uma menina. Tentando sobreviver em Porto Alegre, angustiado pela separação de Clara, o Maestro, num momento mágico, redescobre a partitura de uma música que fizera para Clara e a toca na missa. Horrorizado, o bispo o despede. Junto com Rossini e outros músicos volta para a fazenda do Major, que se reanima com a ressurreição da orquestra. Mas já perturbado, briga com a mulher que o abandona e vendo seu mundo desmoronar, suicida-se na presença do vigário. O Maestro foi até o boqueirão e o final é feliz: Rossini aplaude, como se estivesse na platéia de uma ópera. Ela foi até a margem, tirou a roupa e lavou-se. Estava assim, meio submersa, refrescando-se na delícia da tarde, quando sentiu que alguém vinha em sua direção, atravessando as águas. E logo soube quem era, sempre saberia dali por diante, pelos anos afora: não precisou cobrir-se, nem correr de vergonha, apenas abriu os braços e entregou-se ao primeiro beijo de todos os beijos de sua longa vida.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
QUATRO CONTOS DE PRIMEIRAS ESTÓRIAS - G.ROSA
GUIMARÃES ROSA E AS PRIMEIRAS ESTÓRIAS – Lembre que o foco narrativo de Primeiras Estórias apresenta dez contos em terceira pessoa: As margens da alegria, Famigerado, Sorôco, sua mãe, sua filha, A menina de lá, Os irmãos Dagobé, Nenhum,nenhuma, Seqüência, Um moço muito branco, Substância e Os cismos. Os outros onze são em primeira pessoa: A terceira margem do rio, Pirlimpsiquice, Fatalidade, O espelho, Nada e a nossa condição, O cavalo que bebia cerveja, Luas de mel, Partida do audaz navegante, A benfazeja, Darandina e Tarantão, meu patrão. No entanto, em apenas duas dessas histórias – Perlimpsiquice e O Espelho – esse narrador em primeira pessoa é o protagonista. Nas outras nove, ele é um espectador privilegiado dos fatos ou ligado por laços de amizade ou parentesco com o protagonista. Observe, na seqüência, a síntese de quatro dessas vinte e uma histórias:
Fatalidade - Zé Centeralfe procura o delegado de uma cidadezinha, queixando-se de que Herculinão Socó vivia cantando sua esposa. A situação tornara-se tão insuportável que o casal mudara de arraial. Não adiantou: o Herculinão foi atrás.
O delegado, misto de filósofo, justiceiro e poeta, depois de ouvir pacientemente a queixa, procura o conquistador e, sem a mínima hesitação, mata-o, justificando o fato como necessário, em nome da paz e do bem-estar do universo.
Tarantão, meu patrão - O fazendeiro João - de - Barros - Dinis - Robertes tem uma surpreendente explosão de vitalidade em sua velhice caduca. Como se fora um Quixote, determina-se a matar seu médico: o Magrinho, seu sobrinho - neto. Ao longo da viagem rumo à cidade, recruta um bando de desocupados, ciganos e jagunços, que acatam sua liderança, pelo carisma natural do velho. Chegando à "frente de batalha", Tarantão percebe que era dia de festa: uma das filhas de Magrinho fazia aniversário. O susto inicial, provocado pela invasão do "exército", transforma-se em alívio quando o velho discursa, dizendo de seu apreço pela família e pelos novos amigos, colecionados ao longo da última cavalgada.
A benfazeja - Mula- Marmela era mulher de Mumbungo , sujeito perverso que se excitava com o sangue de suas vítimas. Esse vampiro tinha um filho, Retrupé , cujo prazer só diferia do do pai quanto à faixa etária das vítimas: preferia as mais frescas.
Apesar de amar seu homem e ser correspondida, Mula-Marmela não hesitara em matá-lo e depois cegar Retrupé, de quem se torna guia. Passado algum tempo, resolve assassiná-lo: percebe que esta seria a única maneira de refrear o instinto de lobisomem do rapaz.
Nenhum, nenhuma - Uma criança, não se sabe se em sonho ou realidade, passa férias numa fazenda, em companhia de um casal de noivos, de um homem triste e de uma velha velhíssima, de quem a noiva cuidava. O casal interrompe o noivado, e o menino, que conhecera o Amor observando-os, volta para a casa paterna. Lá chegando, explode sua fúria diante dos pais ao notar que eles se suportavam, pois tinham transformado seu casamento num desastre confortável.

